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8.3.12

... palavras para Júlia (...) The most beautiful people we have known are those who have known defeat, known suffering, known struggle, known loss, and have found their way out of the depths. These persons have an appreciation, a sensitivity, and an understanding of life that fills them with compassion, gentleness, and a deep loving concern. Beautiful people do not just happen.
Elisabeth Kübler-Ross
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5.5.09

simbiose




à flor da pele...
. fotografia . rochele zandavalli . . modelo . g. bartz .
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meu querido daguerreótipo...


auto-retrato 4min
DAGUERREÓTIPO
abril de 2009.

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12.2.09

["Tutto sta per scomparire", avvertiva Cézanne. "Il tempo è cessato", scriveva Nietzsche. "Non esistono più minuti, non ci sono secondi. E il tempo è scomparso", profetizzaba Baudelaire. Il tempo nell'opera d'arte è una combinazione di fattori conflittuali, e qualcosa di nuovo e di imprevisto agita l'arte del futuro. Da Proust a Joyce, da Borges a Valéry, da Baudelaire a Musil si è costituito un ponte emotivo tra uomo e tempo, tra percezione del tempo e sensazioni del mentale. Dal fluire confuso e immenso della Recherche all'ansia del divenire dei Fiori blu di Queneau, il tempo è sempre stato un materiale manipolabile dell'arte; e se l'arte è il luogo "dell'impossibile", in essa la reversibilità cronologica, The Time Machine di Wells, è tangibile e realizzata.]  FAM manuale delle passioni
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7.2.09

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18.7.08

broderie

fotografia por rochele zandavalli
colorização manual e bordado
coleção Joaquim Paiva

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19.5.08

cor incidente - por rochele zandavalli


essa vai para as garotas, muitas saudades...
participou da exposição sobreimagem, na ecarta, 2007.
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30.8.07

O Jardim da Infância

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18.8.07

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30.7.07

descobrir o mundo


fotografia colorida a mão


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7.7.07

Permanência

Permaneceria sentada com as mãos sobre o colo e os olhos fechados por todo trajeto. Não observaria a paisagem através da janela, mas me esforçaria ao máximo da concentração para navegar por outros caminhos possíveis. O que eu mais queria era continuar sentindo o mesmo tremor no corpo, as curvas que o veículo ia fazendo e permanecer encantada por toda a viagem com o estágio alcançado naqueles primeiros minutos de permissão.
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2.7.07

a.s.a.s


a distância

não afasta

pessoas feitas de um sopro

como se fossem feitas de núvens

pessoas que tem tanta leveza

que parecem flutuar

sem precisar de asas...
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14.5.07

Sintonia
[Do gr. syntonía.]
Substantivo feminino
1. Eletrôn. Condição de um circuito cuja freqüência de oscilação é igual à de um outro circuito ou à de um campo oscilante externo.
2.Fig. Acordo mútuo; harmonia, reciprocidade.
3.Psicol. Estado de quem se encontra em correspondência ou harmonia com o meio.
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18.4.07

Fragmentos de Levana e Nossas Senhoras das Tristezas

(…) muitas vezes, vi Levana nos meus sonhos. (...) Levana enobrece o ser humano que ela protege, mas por meios cruéis. É dura e severa, essa doce ama, e entre os processos que usa para aperfeiçoar a criatura humana prefere, acima de todos, a dor. Três deusas lhe são submissas, e ela as emprega em seus desígnios misteriosos. (...) São as Nossas Senhoras das Tristezas. (...) entre si, não se servem da voz; não emitem sons; um silêncio eterno reina em seus reinos... A mais velha das três irmãs chama Mater Lachrymarum, ou Nossa Senhora das Lágrimas. É ela que, noite e dia, divaga e geme, invocando rostos desaparecidos. (...) Seus olhos são alternadamente meigos e penetrantes, assustados e adormecidos, erguendo-se muitas vezes para as nuvens, freqüentemente acusando os céus. (...) E como ela foi a primeira a nascer e possui o império mais vasto, honrá-la-emos com o nome de Madona. A segunda irmã se chama Mater Suspiriorum, Nossa Senhora dos Suspiros. Nunca escala as nuvens nem passeia sobre os ventos. (...) Seus olhos, se pudéssemos vê-los, não pareceriam meigos, nem penetrantes; não se poderia descobrir neles nenhuma história; encontrar-se-ia somente uma massa confusa de sonhos quase mortos e os restos de um delírio esquecido. (...) Mas a terceira irmã, que é também a mais jovem!... Pisiu! Falemos dela bem baixinho. Seu domínio não é grande; se o fosse, nenhum ser sobreviveria; mas sobre seu reino o poder que exerce é absoluto...(...) Ela desafia Deus. É também mãe das demências e a conselheira dos suicidas... A Madona caminha com um passo irregular, rápido ou lento, mas sempre com uma graça trágica. Nossa Senhora dos Suspiros desliza timidamente e com precaução. Mas a mais jovem das irmãs move-se com movimentos imprevistos; salta; tem os pulos do tigre. (...) seu nome é Mater Tenebrarum, Nossa senhora das Trevas. (...) Tais eram as Eumenides ou Graciosas Deusas que assombravam meus sonhos em Oxford. A Madona falava com sua mão misteriosa. Tocava-me na cabeça, chamava com o dedo a Nossa Senhora dos Suspiros, e seus sinais, que nenhum homem pode entender, salvo em sonho, poderiam ser assim traduzidos: ‘Vê! (...) Preparei esse jovem idólatra pra ti, querida e meiga Irmã dos Suspiros! Toma-o agora para nossa terrível irmã. (...) Não permitas que nenhuma mulher, com sua ternura, venha sentar-se junto dele na sua noite. Expulsa todas a s fraquezas da esperança, seca os bálsamos do amor, queima a fonte das lágrimas; amaldiçoa-o como só tu sabes amaldiçoar. (...) Assim, lerá as antigas verdades, tristes verdades, as grande, as terríveis verdades. Assim ressuscitará antes de ter morrido. E nossa missão estará cumprida(...).
baudelaire . paraísos artificiais
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13.4.07

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10.4.07

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Exposições

Três mulheres em movimento
Olhos para lá
Olhos para “mas allá”
Olhos para além de lá
E bem para cá
Bem ali
Aqui, dentro

Vamos lá atrás
Em pretos-e-nostálgicos-brancos
Cheios de saudade e encanto
Ecos de valsa a embalar
Lúdicos passos
Vamos crianças

Vamos agora, já
Cotidianos, passageiros
Num ruído inquieto
Com pressa
Chocados, concretos
Brasileiros

Vamos mais a frente
Acima
Perto de céu
Tranqüilos (?)
Como nuvens
Distantes, oníricos
Um refúgio
Ao vento
Em silêncio



Um beijo
Foi uma emoção passear por esses caminhos
Kiko

Entre Casas – CCMQ
Porto Alegre, 9 de março de 2006.


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9.4.07


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8.4.07


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7.4.07

Primeiro Contato


Recomeçar
Reencontrar
Reconhecer
Revisar

Partir

60 minutos
60 imagens
6 vezes para a esquerda
6 vezes para a direita
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28.2.07


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(...)
_ Você nada conseguiria _ disse ela. _ Você pensa demais antes de fazer qualquer coisa.
_ Parto do princípio de que a reflexão deve anteceder a ação, minha bôba.
_ Você parte do princípio _ murmurou Maga. _ Que coisa complicada! Você é como uma testemunha, como aquelas pessoas que vão ao museu e olham os quadros. Quero dizer que os quadros estão aí e você no museu, perto e longe ao mesmo tempo. Eu sou um quadro, Rocamadour é um quadro. Etienne é um quadro, êste quarto é um quadro. Você pensa que está neste quarto, mas não está. Você está olhando o quarto, não está no quarto.
_ Esta môça deixaria tonto o próprio Santo Tomás _ comentou Oliveira.
_ Por que Santo Tomás? _ perguntou Maga. _ Será êste idiota que sempre queria ver para acreditar?
_ Êste mesmo, minha querida _ respondeu Oliveira, pensando que, no fundo, a Maga tinha invocado o verdadeiro santo. Tinha a felicidade de poder acreditar sem ver, de poder formar um corpo com a duração, com o contínuo da vida. Tinha a felicidade de se encontrar dentro do quarto, de ter direito a cidadania em tudo o que tocava e em todo aquêles com quem convivia, peixe nadando no rio, fôlha seca na árvore, nuvem no céu, imagem no poema. Peixe, fôlha, nuvem, imagem: exatamente isso, a não ser que ...
Cortazar
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26.2.07


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2.2.07

c a r v a l h o


P. Pra começar, você poderia descrever este trabalho?
R. Sim, claro. O que eu fiz foi transformar um copo d'água em um carvalho adulto sem alterar os acidentes do copo d'água.

P. Os acidentes?
R. Sim. A cor, textura, peso, tamanho...

P. Você quer dizer que o copo d'água é um símbolo do carvalho?
R. Não. Não é um símbolo. Eu transformei a substância física do copo d'água naquela de um carvalho.

P. Parece um copo d'água.
R. Claro que parece. Eu não transformei sua aparência. Mas não é um copo d'água, é um carvalho.

P. Você pode provar o que você diz ter feito?
R. Bem, sim e não. Eu julgo ter mantido a forma física do copo d'água e, como você vê, eu a mantive. No entanto, como normalmente se procura por evidências de mudança física em termos de uma alteração na forma, não existe prova alguma.

P. Você não chamou simplesmente um copo d'água de carvalho?
R. De jeito nenhum. Não é mais um copo d'água. Eu transformei sua substância. Não seria mais correto chamá-lo um copo d'água. Pode-se chamá-lo do que quiser, mais isso não alteraria o fato de que é um carvalho.

P. Não é apenas um caso das roupas novas do imperador?
R. Não. Com as roupas novas do imperador, as pessoas diziam ver algo que não existia porque eles achavam que deviam vê-lo. Eu ficaria muito surpreso se alguém me dissesse que viu um carvalho.


P. Foi difícil efeituar a transformação?
R. Não houve dificuldade. Mas levei anos de trabalho antes de perceber que eu podia fazê-lo.

P. Quando exatamente o copo tornou-se um carvalho?
R. Quando eu coloquei água no copo.

P. Isso acontece toda vez que você enche um copo com água?
R. Não, claro que não. Só quando eu tenho a intenção de transformá-lo em um carvalho.

P. Então é a intenção que causa a transformação?
R. Eu diria que ela precipita a transformação.

P. Você não sabe como você faz isso?
R. Isso contradiz o que eu sinto que sei sobre causa e efeito.

P. Parece-me que você está dizendo que efetuou um milagre. Não é esse o caso?
R. Fico lisonjeado por você pensar assim.

P. Mas você não é a única pessoa que pode fazer algo assim?
R. Como eu poderia saber?

P. Você poderia ensinar outros a fazê-lo?
R. Não, não é algo que se possa ensinar.

P. Você considera que transformar um copo d'água em um carvalho seja uma obra de arte?
R. Sim. Uma obra de arte extremamente conceitual...

P. O que exatamente é a obra de arte? O copo d'água?
R. Não existe mais copo d'água.

P. O processo da transformação.
R. Não há processo envolvido na transformação. Isso da inexistência de processo eu já expliquei lá em cima...

P. O carvalho?
R. Sim. O carvalho. Ou melhor, o copo com o valor de "carvalho" atribuido a ele.

P. Mas o carvalho existe apenas na mente.
R. Não. O verdadeiro carvalho está fisicamente presente, mas na forma de um copo d'água. Como o copo é um copo d'água específico, o carvalho também é um carvalho específico. Conceber a categoria 'carvalho' ou pensar em um carvalho em particular é não compreender e experimentar o que aparenta ser um copo d'água como um carvalho. Assim como é imperceptível, é também inconcebível.

P. O carvalho em particular existia em algum lugar antes de tomar a forma de um copo d'água? R. Não. Este carvalho em particular não existia anteriormente eu também devo ressaltar que não tem e nunca terá qualquer outra forma além da de um copo d'água.

P. Por quanto tempo ele continuará a ser um carvalho?

R. Até que eu o transforme.


Michael Craig-Martin, An Oak Tree, 1974.
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